terça-feira, 6 de agosto de 2013

Poema Extraído do Livro As Vantagens de Ser Invisível


Depois de dormir maravilhosamente bem - coisa que não acontece há muito tempo. Levantar às 5:45h, sair de casa com o tempo nublado, esperar 15min por um ônibus e acabar pegando uma van. Enfrentar um trem lotado às 7:08h, e ler em pé até a Central do Brasil. Eis que me deparo com esse poema no livro As Vantagens de Ser Invisível:  

Em uma folha de papel amarelo com linhas verdes
ele escreveu um poema
E o intitulou "Chops"
porque era o nome de seu cão
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e uma estrela dourada
E sua mãe o abraçou à porta da cozinha
e leu o poema para as tias
Era o ano em que o padre Tracy
levava todas as crianças ao zoológico
E ele deixou que cantassem no ônibus
E sua irmãzinha tinha nascido
com unhas minúsculas e nenhum cabelo
E sua mãe e seu pai se beijavam tanto
E a garota da esquina mandou para ele
um cartão de Dia dos Namorados assinado com vários X
e ele teve de perguntar ao pai o que significava X
E seu pai deixou que ele dormisse na sua cama à noite
E era sempre lá que ele dormia

Em uma folha de papel com linhas azuis
ele escreveu um poema
E o intitulou "Outono"
porque era o nome da estação
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e o pediu para escrever com mais clareza
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
por causa da pintura nova
E as crianças disseram a ele
que o padre Tracy fumava cigarros
E largava as guimbas no banco da igreja
E às vezes elas faziam buracos
Que era o ano de sua irmã usar óculos
com lentes grossas e armação preta
E a garota da esquina riu
quando ele pediu para ver Papai Noel
E os garotos perguntaram por que
a mãe e o pai se beijavam tanto
E seu pai não o cobria mais na cama à noite
E seu pai ficou furioso
quando ele chorou por isso.

Em um pedaço de papel de seu caderno
ele escreveu um poema
E o intitulou "Inocência: Uma Questão"
porque a questão era sobre uma garota
E isso estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e um olhar muito estranho
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
porque ele nunca o mostrou a ela
Foi o primeiro ano depois da morte do padre Tracy
E ele esqueceu como terminava
o Creio em Deus Pai
E ele pegou a irmã
se agarrando na varanda dos fundos
E sua mãe e seu pai nunca se beijavam
nem mesmo conversavam
E a garota da esquina
usava maquiagem demais
O que fez ele tossir quando a beijou
mas ele a beijou mesmo assim
porque era a coisa certa a fazer
E às três da manhã ele se aninhou na cama
seu pai roncava alto

É por isso que no verso de uma folha de papel pardo
ele tentou outro poema
E o intitulou "Absolutamente Nada"
Porque era o que estava em toda parte
E ele se deu um A
e um corte em cada maldito pulso
E se encostou na porta do banheiro
porque nessa hora ele não pensou
que poderia alcançar a cozinha."

Com amor,
Charlie (Pág. 80)


Eu achei esse poema incrível, e a minha reação foi muito parecida com a dos personagens do livro, não sei nem explicar a sensação que senti, mas Charlie a explica muito bem:
"Quando terminei de ler o poema, todos estavam em silêncio. Um silêncio muito triste. Mas a coisa Maravilhosa foi que não era uma tristeza ruim. Era só alguma coisa que fazia com que todos olhassem para os outros e soubessem quem eles eram. Sam e Patrick olharam para mim. E eu olhei para eles. E acho que eles sabiam. Não alguma coisa específica. Apenas sabiam. E eu acho que é tudo o que você pode pedir de um amigo" (Pág. 76)

Eu ainda não assisti o filme, mas descobri que esta cena foi retirada do filme, o que é uma pena, pois acho que essa deveria ser uma das cenas mais importante para o filme, até porque o nível de sentimento é altíssimo. Mas ainda bem que essa cena ao menos foi gravada, e eu encontrei ela perdida no Youtube, infelizmente não achei uma versão em português.


É isso, eu quis dividir o que senti quando li esse poema. Eu estou achando o livro maravilho, e não vejo a hora de terminar.


sábado, 3 de agosto de 2013

Resenha: Cinquenta tons do sr. Darcy - Uma paródia - Emma Thomas

Sinopse

Imagine Elizabeth Bennet e o sr. Fitzwilliam Darcy, protagonistas de Orgulho e preconceito, deixando de lado a moral e o recato e dando vazão a seus desejos mais ocultos de forma mais pervertida que Christian Grey e Anastasia Steele, personagens de Cinquenta tons de cinza. O resultado: Cinquenta tons do sr. Darcy, a incrível e hilária paródia escrita por um famoso inglês sob o pseudônimo de Emma Thomas.

Resenha

Mais um livro lido pelo Livro Viajante, cortesia da Editora Bertrand mediado pelo Blog Menina da Bahia.

Só pra esclarecer: eu não li nenhum dos dois livros da paródia. Orgulho e Preconceito eu só conheço do filme, e sou apaixonada pelo Sr. Darcy (quem não é?). 50 Tons nunca me chamou atenção, tudo o que sei é dos comentários de quem leu. Então tive dificuldades pra me ambientar? NÃO, se você  leu ou viu Orgulho e Preconceito vai entender tudo numa boa.

O livro parece aquelas comédias idiotas que fazem referências a outros filmes, como Todo Mundo em Pânico e Não é Mais um Besteirol Americano. Se você gosta desse tipo de filme, talvez você goste desse livro. Mas se você odeia, é melhor nem começar a ler. O livro como já diz é uma paródia, então o livro tem piadas, palavreado chulo e uns momentos sem noção no livro inteiro.

O livro é ambientado em  Hertfordshire, no século XIX. Mas a autora faz várias referências à coisas atuais como: Google, Blackbarry, Lapptop etc... Mas em alguns momentos ela fala como se estivesse escrevendo um livro nos tempos de hoje, como quando Elizabeth reclama que o Sr. Darcy só tem músicas da Nelly Furtado no Ipod e quando ela não sabe o que fazer com KY.
“Devo enviar esta mensagem imediatamente”, decidiu ela. “Onde está o sr. Lapptop?” Bastou tocar a sineta que o criado idoso apareceu e Elizabeth o instruiu a seguir rapidamente até Rosings Park e entregar em mãos aquela mensagem para o sr. Darcy." (Pág. 130)
A paródia de alguns personagens é bem interessante, gostei mais da Sra. Bennet (ficou com o mesmo nome) e da Lady Catherine de Bourgh (Lady Catherine de Bruços). A matriarca da família Bennet não mudou muito, só acrescentou muita safadeza a mulher, mas ela continuou a mesma mulher sem classe de O&P. Lady Catherine também continuou a mesma com o acréscimo de muito sadismo. Entre outros personagens, tiveram o Bingley (Bingulin) e Sr. Collins (Phill Collins)
 “– Era imperativo que chegássemos rápido, – respondeu o Sr. Darcy – os leitores já estão começando a se impacientar. Agora que estamos em Pembaley podemos começar com as partes realmente cheias de sacanagem.” (Pág. 174)
O livro tem várias piadinhas de duplo sentido e fica enrolando até que o Sr. Darcy e Elizabeth passem um tempo juntos. Na verdade eu acho que o livro poderia ser menor, tem uma hora que você não aguenta mais as piadinhas do livro. Parece que você está conversando com aquele cara que não se manca e sempre faz as mesmas piadinhas de duplo sentido. Ahh e as sacanagens?? Que sacanagens?? Não vi muita coisa assim tão hot, tem umas loucuras no livro, o Darcy é problemático (igualzinho ao Grey), mas sexo mesmo só em uma ou duas partes do livro e não mais que uma página.

O livro não se prende a O&P e 50 Tons, às vezes ela fala de outros livros e até os personagens comentam sobre que livro eles estão falando, típico de besteiróis. Sem falar que em muitos momentos do livro ele faz críticas a própria autora.
“– Preciso lhe perguntar também, sr. Darcy – disse ela, por fim. – Esta cena é do livro da srta. Austen?

– Não, é do outro – respondeu o sr. Darcy com um sorriso torto. – Creio que seu propósito seja deixar ainda mais claro para os leitores a minha natureza de macho-alfa capaz, agradável e sabe-tudo, e lançar luz sobre a sua impotência e sua ignorância sobre assuntos de sexo e música clássica.” (Pág. 200)
O mundo BDSM não poderia ficar de fora, como não li 50 tons, não sei dizer se é parecido ou se aqui ela apimentou mais as práticas masoquistas ou se só acrescentou as loucuras aos personagens. O Sr. Darcy é um masoquista, aliás iniciado pela Lady Catherine, que fica tentando levar Elizabeth para o mundo dele, e ela na contramão tenta levá-lo para o mundo “baunilha” do papai e mamãe.
 “– (...) mas você nunca mais pensou em deixar seus açoites e grampos de mamilos de lado e simplesmente transar de maneira normal de vez em quando?” (Pág. 287)

“– Não, nunca. Eu não sou assim. – o Sr. Darcy deu um sorriso triste. – Eu já disse para você, baunilha não é o meu sabor, Elizabeth.” (Pág. 288)
O que eu achei? Nem sei dizer. O livro é engraçado até certo ponto, depois ele fica repetitivo e você não aguenta mais as piadas de duplo sentido. Dizer que não gostei do palavreado pobre e chulo é sacanagem, pois o livro é uma paródia e na maioria deles tem palavreados chulos, mas o autor exagera, é irritante. O livro não é de todo ruim, mas não é um livro para ser comprado, no máximo pedir emprestado ou baixar na internet.

Recomendo a leitura pra quem gosta de um besteirol, mas se você é aquele fã conservador de O&P é melhor ficar bem longe desse livro.

Dados do Livro


  • Título Original: Fifty Shades of Mr. Darcy: A Parody
  • ISBN: 978-85-286-1640-8
  • Ano: 2012
  • Tradutor: Natalie V. Gerhardt
  • Editora: Bertrand Brasil
  • 304 páginas





sexta-feira, 2 de agosto de 2013

#1 - Estante em Movimento - Julho

Boa Madrugada,

Eu sei, eu disse que não ia escrever na madrugada, mas já estou aqui novamente. Vamos lá...

Esse mês foi maravilhoso, até porque é o mês do meu aniversário. E vocês acreditam que eu não ganhei nenhum presente do povo pertinho de mim. Mas como os amigos virtuais são maravilhosos, eu ganhei deles. Não só ganhei presentes de aniversário, pois esse mês eu tive muita sorte e vou mostrar pra vocês.

Presentes de aniversário.

Só pra constar meu niver é em:


Bem, meus presente foram enviados pelos meus queridos amigos do Grupo Livro Viajante, vocês nem imaginam a minha surpresa quando os presentes começaram a chegar. Foi tamanha a felicidade que nem sabia o que dizer.


Eu queria desesperadamente As Madonas de Leningrado e quando soube que ia ganhar fiquei contanto os dias pra vê-lo. Minha amiga Betinha não sabe o quanto eu fiquei feliz em ver esse livro.

O Oceano no Fim do Caminho se tornou um desejado desesperadamente depois da Turnê Intrínseca, e pra minha surpresa um dia cheguei em casa e tinha um pacote lindo na minha cama (será que comprei alguma coisa?? Sim, eu nunca me lembro do que eu comprei), e era o presente que minha amiga Celi me enviou. 

Querido John  foi um Livro Viajante que eu não li. Depois que eu assisti o filme e ouvi tantas pessoas falando que o livro é bem melhor (novidade), não pude resistir e coloquei ele na lista dos desejados. E minha amiga Daniela me enviou com algumas lembrancinhas e uma cartinha mais que autêntica. 

O meu amigo Fábio fez a minha alegria e me mandou essa caneca MARAVILHOSA do AC/DC e um chocolate divino de Gramado/RS. Eu nem pude conter a emoção. E minha amiga Jacy me mandou 2 barras de chocolate meio amargo (meu favorito), ela diz que não é presente, mas eu considerei que sim. rsrsr 

Amigo Secreto do Dia do Amigo

Nossa brincadeira maravilhosa de Amigos Secretos (isso já virou vício!!!), do Grupo Livro Viajante, me renderam uma nova amiga e um presente maravilhoso. Eu nem acreditei quando vi essa caixa enorme e enquanto eu abria eu ia ficando cada vez mais espantada pelo capricho da minha AS Silmara. Gente é tudo tão lindo que eu não paro de usar as coisas que ela fez pra mim. LINDO


Ganhei 3 livros, um monte de doce, marcadores feitos por ela, post-it, canetas, bloquinho e um porta livro LINDO de morrer (feito por ela), ai me apaixonei. 

Eu já tinha vontade de ler Extraordinário, mas depois da Turnê Intrínseca eu passei a precisar desse livro. Só me falta ler agora, mas cadê o tempo. 

Proibida eu quis porque todo mundo estava lendo e eu queria ler também, mas não li. 

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, me apaixonei pela capa. Logo que vi, passei a desejar esse livro, só espero que ele atenda as minhas expectativas.


Sorteios Dia do Amigo

E como se não bastasse eu entrei em dois sorteios do dia do amigo.


Eu ganhei os marcadores no Sorteio do Dia do Amigo no Grupo Troca de Marcadores. Nossa querida resenhista Fer Kaczynski é moderadora do e promoveu esse sorteio, minha amiga Celi se inscreveu e me indicou, e olhe só, nós ganhamos. Adorei todos os marcadores e já estão guardadinhos na minha caixinha.

Cotoco foi no Sorteio do Dia do Amigo no Grupo Livro Viajante. Eu já queria ler esse livro há tempos, e nem acreditei quando vi que ganhei. Nem eu estou mais acreditando na minha sorte, porque será que eu não ganho na Mega-Sena? (será que é porque eu não jogo?) rsrs

Cortesia do Skoob

Quem disse que as Cortesias do Skoob são impossíveis de ganhar, não me conhecem. Pois sim eu já ganhei, e essa é a terceira. Não posso deixar de elogiar a Editora Intrínseca pela rapidez no envio, recebi 3 dias depois do sorteio, mas não mandaram com nenhum plástico (nem tudo é perfeito).


Eu já queria Ouro só por causa da capa, e depois da Turnê Intrínseca entrei em desespero (sim, eu saí da turnê querendo tudo). Vou ler Pequena Abelha num Livro Viajante, mas esse eu queria muito e pra minha surpresa, voilá, ganhei na cortesia.

Ahhh, as outras cortesias foram: Romeu Imortal e Garota Exemplar.

Ganhei

Gente, acho que a única vantagem do meu trabalho é ter como cliente a VM Cultural. Então eu sempre acabo ganhando um livro ou outro que eles lançam em conjunto com as Editoras. E neste mês eu ganhei esses livros: Vinicius de Moraes - Antologia Poética e Vinicius de Moraes


Ganhei num Quiz

Este livro eu ganhei num Quiz do Chá de Bebê Literário da Clarice, é isso aí, estamos fazendo um chá de bebê para a filha da nossa amiga Talita. A Clarice vai ter mais livros que a mãe (rsrsr). Bem nós estamos fazendo várias brincadeiras e numa delas eu fiquei em 2º lugar e ganhei esse livro: Como Falar Dragonês


Compras

Comprei na Barraquinha da Sandra, uma amiga do Livro Viajante, os seguintes livros por R$ 10,00 (cada): Orgulho e Preconceito, O Menino que Colecionava Sonhos, Heresia, Ladrão de Almas e Persuasão.

Na promoção da Saraiva eu comprei Esposa 22, Feita de Fumaça e Osso e Delírio por R$ 8,71 (cada).


Não posso esquecer dos livros que comprei no evento de autógrafos da Paula Pimenta e da Patrícia Barboza: O Livro da Princesas (só comprei pra autografar, mas claro que vou ler) e O Duque Sombrio.


Nossa, nem eu imaginei que ia ter tanto trabalho pra fazer um único post. 
Bem esses são os novos membros da minha estante - preciso de uma estante nova URGENTE!!!




quarta-feira, 31 de julho de 2013

Selo - The Versatile Blogger Award

Boa noite, 

Ou será boa madrugada??? Tenho que parar de escrever nesses horários loucos. Bem, vamos ao que interessa...

Vim me exibir um pouquinho, hoje (ou melhor ontem) fomos indicados ao selo The Versatile Blogger Award, que é uma homenagem aos Blogs com conteúdos interessantes e versáteis. Nem eu acredito nisso, hahhh se minhas professoras de português me vissem agora. :O Elas nunca acreditariam que eu escrevo um blog, eu nem conseguia escrever uma redação.
  


Nos fomos indicados pelas nossas seguidoras fofas e que sempre tem comentado no nosso blog, fico muito feliz, e gostaríamos de agradecer de todo coração. São elas:
Dâmaris, do blog Devaneios Adolescentes.
Helena Dias, do blog Café com Livros 
Milena Bautz, do blog Depois do Para Sempre
Blog Virando a Páginas


Regrinhas para participantes:


  • Agradecer a pessoa que te deu o selinho e colocar o link dela.
  • Escolher 15 blogs com menos de 200 seguidores.
  • Avisar os blogs que você indicar.
  • Escrever 07 coisas que você gosta.

Blogs escolhidos:

Foi muito difícil achar 15 blogs com menos de 200 seguidores, mas enfim encontrei. Todos eles eu já sigo há um tempo, alguns são de amigos muito chegados e eu nem sabia que eles tinham menos de 200 seguidores. Então, os meus indicados são:

07 Coisas que eu gosto: 

  • Nem preciso dizer que o AC/DC vai estar em primeiro, é minha grande paixão. Quase uma  estória de amor;
  • Ler, oras eu escrevo um blog literário pra dividir minhas experiências com vocês;
  • Viagens, embora não tenha feito nenhuma nos últimos anos, gosto muito de viajar, nem que seja para a cidadezinha no meio do mato;
  • Filmes e Séries, amo filmes, amo séries. Só não me dedico mais, porque os livros não deixam;
  • Desenhos Animados, serei uma eterna criança enquanto existir Pernalonga, Patolino, Duck Dodgers, Monstros S.A., Meu Malvado Favorito etc.;
  • Shows, o que seria da minha vida sem assistir  meus ídolos ao vivo;
  • Meus amigos que sempre estão comigo, que me fazem rir nos momentos difíceis e que me fazem gargalhar quando não pode.

Todas essas coisas que eu gosto, eu agradeço muito a Deus por poder vivê-las hoje e sempre com meu namorido que eu amo tanto.

Acho que é isso, eu espero que tenham gostado. 


Bjkssss

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Adorável Farsante - Kate Silver

Sinopse

Um golpe ousado que levaria a uma perigosa paixão!

Miriame aprendeu a sobreviver nas ruas de Paris, procurando uma maneira de escapar ao destino que a ameaçava. Porém, seria incapaz de abandonar à própria sorte um homem ferido. Mas também não hesitou em tomar-lhe as botas, o dinheiro... e a identidade. E usando seu nome entrou para o corpo de mosqueteiros do rei, convencida de que encontrara a solução para sua vida.

Após sua recuperação, Jean Paul saiu à procura do vigarista que levara seus pertences. Ao encontrá-lo, viu-se diante de uma batalha árdua... que tornou-se ainda mais complicada ao conhecer a irmã do rapaz, uma jovem espirituosa cujos beijos quase o faziam esquecer os perigos que o rondavam. Mas quando descobriu que o ladrão que roubou seu nome e a mulher que roubou seu coração eram a mesma pessoa, sua sede por vingança rapidamente tornou-se  uma ardente disputa por amor!

Resenha

Inteligência, independência e farsa.

Miriame teve que se vestir de menino, toda a sua vida, para poder sobreviver nas ruas de Paris. Ela ficou órfã quando tinha 12 anos, e teve que roubar para sustentar ela e sua irmã. Mas um dia sua irmã fora assassinada e Miriame nunca se perdoou.

Um dia, Miriame vê um homem sendo atacado por um grupo de homens, e o chefe do grupo é o homem que assassinou sua irmã. Miriame espera os homens irem embora e vai até o homem que fora atacado, acreditando que ele estivesse morto, para roubá-lo. Mas para sua surpresa o homem ainda estava agonizando. Miriame não pôde abandonar o homem e o coloca no cavalo e o leva para uma hospedaria, o rouba, mas deixa ordens pra que a dona do estabelecimento cuide do ferido.

Miriame não rouba somente as moedas do homem, mas também sua identidade: Jean Paul Metin. Ela se inscreve no Corpo de Mosqueteiros e acredita que assim poderá prover seu próprio sustento. Mas o verdadeiro Metin sobrevive ao ataque e também se inscreve no Corpo de Mosqueteiros. Mas Metin (o verdadeiro), não era um rapaz comum, ele era amante de Francine, a concubina do Rei.

É nesse ponto que desenrola a aventura no livro, pois os homens que foram mandados pra matar Metin queriam as cartas que Francine escrevia pra ele. Então sob ordens do Cardeal (sempre tem que ter uma briga entre o Cardeal e a concubina do rei, a história nunca muda), seis homens tentam matar Miriame e Metin.

O livro não tem nenhuma cena hot, é mais um romance docinho com um toque de lutas entre os Metins e os capangas do Cardeal.

Francine é uma mulher espirituosa que mesmo sendo amante de Luis XIV sempre procura aventuras fora do relacionamento com o rei. Jean Paul Metin poderia ser bem melhor, achei um personagem fraco e meio bobão, ele só se impõe no final do livro. Já a nossa heroína é bem independente e perspicaz, um personagem forte e lutador, que no final do livro fica em dúvida entre a vida de aventuras, sendo mosqueteira do rei, ou uma vida de amor ao lado de Metin.

O livro é bom, mas achei o começo meio maçante. Mas o final tem uma boa reviravolta (adoro isso em livro). Li esse livro através do CírculoViajante e com certeza eu recomendo.

Dados do Livro 

  • Título Original: Thief of Hearts
  • Tradução: Therezinha M Deutsch
  • Publicado em 2005
  • Especial Clássicos Históricos - Romances até o Século XVIII
  • Che 236 
  • 314 páginas





sexta-feira, 26 de julho de 2013

Resenha: Preciosa - Sapphire

Sinopse

     Livro que deu origem ao premiado filme de Lee Daniels produzido por Oprah Winfrey e estrelado por Gabourey Sidibe.

     Claireece Precious Jones é obesa. Analfabeta e está grávida pela segunda vez do próprio pai. Vítima de Constantes abusos físicos e psicológicos por parte da mãe, alimenta a esperança de melhorar sua vida e a da filha.

    O encontro com uma professora batalhadora a apresentará a um mundo novo, no qual poderá expressar seus sentimentos e recuperar a voz e a dignidade. Uma história de luta, coragem e redenção.

Resenha

“A jornada mais longa começa com um único passo”  (pág. 61)
    Eu nem sabia que existia esse livro, eu o descobri em mais um Livro Viajante. Eu assisti ao filme e me apaixonei, é um filme incrível e chocante. E quando peguei o livro, não imaginei que seria ainda mais chocante.

    No livro, assim como no filme, Claireece conta sua história começando com 16 anos, grávida do segundo filho, na nona série da Escola 146 sem saber ler e nem escrever. Como o livro é narrado por uma pessoa que não sabe ler e nem escrever, se prepare, a linguagem é terrível. A autora escreve o livro da mesma maneira que Claireece fala, então esteja preparado para “a gente fazemos” e etc. É horrível ler assim, mas se você entrar no personagem vai conseguir ler tranquilamente.

   Claireece é expulsa da escola por não conseguir evoluir como os outros alunos, pois com duas gravidezes e os abusos dos pais ela não conseguia aprender. A diretora encaminha Claireece para a escola Cada Um Ensina a Um, com um método de alfabetizado diferente. Lá ela conhece a professora Rain, uma jovem que tenta de todas as formas ajudar Claireece.

  A Srta. Rain manda suas alunas escreverem um diário, e através dele que Claireece consegue dividir os seus problemas com a professora. Claireece nunca teve uma amiga, nunca pode pedir ajuda a mãe ou a nenhum parente.
Claireece foi abusada desde criança pelo seu pai e por sua mãe. Mary, mãe de Claireece permitia que Carl, seu amante e pai de Claireece, abusasse da filha, e ainda culpava a menina por isso. Em vários momentos eu ficava revoltada com Mary, ainda mais que no filme. Não podia acreditar em tudo que Claireece passou (e o pior disso tudo, é saber que isso realmente acontece). Claireece sofria os estupros seguidos de seu pai, que ainda por cima geraram duas crianças, Monguinha a primeira filha que tinha Sindrome de Down e Abdul, um menino perfeito.

   Claireece não via esperanças em sua vida, não tinha dinheiro, não tinha ninguém. Mas depois que conheceu o Cada Um Ensina Um sua vida mudou.

    Esse livro é uma história envolvente, revoltante e impressionante. Os abusos de Claireece não a tornaram uma pessoa má, mas sim uma mãe zelosa que só queria o melhor para os seus filhos. E uma mulher que nunca perde as esperanças.

Adaptação Para o Cinema

    O filme é bem fiel ao livro, embora, por ser uma adaptação, tenha algumas alterações. Achei algumas partes do livro muito mais chocantes que o filme. Mas pra quem já viu o filme, recomendo que corra e vá ler o livro. A produção do filme ficou a cargo de Lee Daniels e Oprah Winfrey. Ganhou, em 2010, o Oscar de Melhor Filme Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante Mo'Nique – Mary, mãe de Claireece).



Assista o filme aqui

Dados do Livro

  • Título Original: Push
  • Tradução: Alves Calado
  • Editora Record
  • 4º Edição - 2013
  • 192 Páginas




quarta-feira, 24 de julho de 2013

Resenha: Ensaio Sobre a Cegueira - José Saramago

Sinopse

      Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.
   O "Ensaio sobre a cegueira" é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.
    Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".

 Resenha

“-Quantos cegos serão precisos para fazer uma cegueira.” (pág. 131)
       Fiquei muito angustiada ao ler esse livro. Saramago soube nesse livro exprimir todo o universo da cegueira daqueles que veem.
    Saramago não faz a distinção de personagens pelos seus nomes, mas sim pelas suas características e particularidades. Entre os personagens principais, temos o primeiro cego, a mulher do primeiro cego, o médico, a mulher do médico (que vê), a rapariga dos óculos escuros, o velho com a venda no olho e o rapazinho estrábico. Vai aparecendo ao longo do livro outros personagens secundários, como o cego da pistola, o cego que escreve em braile, o ladrão, os soldados, a velha do primeiro andar, o cão de lágrimas…
“-É desta massa que nós somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade.” (pág. 40)
      Um sinal vermelho, a espera pra poder acelerar o carro e de repente não consegue ver nada. È assim que começa a história de uma epidemia de cegueira que ninguém consegue explicar. A cidade se transforma num verdadeiro caos, pessoas são isoladas e abandonadas para viver cada um por si.
“-O medo cega... são palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.” (pág. 131)
     Mas uma pessoa não fica cega. A mulher do oftalmologista. Mas por quê? Por que numa epidemia de cegos uma única pessoa continue a enxergar? A mulher do médico se vê obrigada a fingir que é cega para poder ficar junto do marido e depois para se proteger e ajudar os outros cegos.  Mas nem ela e nem o médico conseguem entender o que causou a cegueira e o porque de só ela conseguir enxergar.
 “-Mas quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos.” (pág. 243)
      Com o passar do tempo, e com a epidemia se espalhando, as pessoas acabam se virando uns contra os outros, e é aí que conhecemos o lado mais obscuro do ser humano e o que uma pessoa pode fazer para se livrar da maldade dos outros, mesmo que para isso ela tenha que ir contra seus princípios. Depois que a epidemia se espalha, toda a cidade se vê em um mundo de caos onde cada cego luta por sua vida, até descobrirem que o pior cego é aquele que não quer ver.
"-Costuma-se até dizer que não há cegueiras, mas cegos, quando a experiência dos tempos não tem feito outra coisa que dizer-nos que não há cegos, mas cegueiras." (pág. 308)
     O livro é incrível, as personalidades de cada personagem são muito marcantes. E mesmo que um personagem cometa um erro, você acaba perdoando por um único motivo: você entende o desejo primário do ser humano. O Livro é praticamente uma crítica aos cegos de hoje, que são aqueles que veem, mas que não enxergam.
"-Por que foi que cegamos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem." (pág. 310)

      Sem sombra de dúvidas é um dos meus favoritos.

Adaptação para o Cinema

    Ao longo de sua vida, Saramago resistira em ceder os direitos sobre seus livros para o cinema. No entanto, em 2008, uma adaptação de Ensaio sobre a Cegueira foi lançada, dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles. O filme obteve mundialmente críticas mistas, dividindo opiniões. No entanto, o longa-metragem agradou Saramago imensamente. O escritor disse a Meirelles "estar tão feliz de ter visto o filme como estava quando acabou de escrever o livro". Em outra declaração, Saramago disse que "agora conhecia a cara de suas personagens".



     Eu li o livro antes de ver o filme, e posso dizer que o filme não perde nada para o livro. Claro que houve adaptações, mas o filme é bem fiel ao livro. E eu não poderia ter imaginado diferente cada personagem. Então aqui vai a dica: leia o livro e depois corra pra assistir o filme. Valem muito a pena.

Dados do Livro

  • Por desejo do autor foi mantida a ortografia vigente em Portugal
  • 1ª Edição (1995) - 49ª Reimpressão (09/2008)
  • Companhia da Letras
  • 310 Páginas